Sustentabilidade aliada aos negócios é aposta das MPEs

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O empresário Flávio Passos transforma rejeitos sedimentados da extração mineral em matéria-prima para diversos segmentos da construção civil
Pavieco. O empresário Flávio Passos transforma rejeitos sedimentados da extração mineral em matéria-prima para diversos segmentos da construção civil
FOTOS RAFAEL AGUILAR MAGALHÃES/DIVULGAÇÃO

"A sustentabilidade deve ser encarada como uma estratégia de mercado". É o que defende a coordenadora do Centro Sebrae de Sustentabilidade, Suenia de Souza. Segundo a especialista, cerca de 45% das micro e pequenas empresas têm apostado cada vez mais na diminuição do consumo de água, energia e do nível de resíduos descartáveis para alcançar mais lucratividade e conquistar a confiança dos consumidores.

Um estudo divulgado pela instituição em maio de 2012 revelou que, do total de 3.912 empresários entrevistados, mais de 80% entende que, para ser sustentável, o desenvolvimento de uma empresa há de ser economicamente viável, socialmente justo e ambientalmente correto. 

Para a analista de sustentabilidade do Sebrae-MG, Júlia Padovezi, empresas de diferentes setores já enxergaram que apostar no empreendedorismo verde é um diferencial competitivo que significa aumento de mercado e de valor agregado aos produtos e serviços, ganho de eficiência e oportunidade de fidelização dos clientes. "Além disso, as micro e pequenas empresas podem despertar o interesse de outras para o desenvolvimento de práticas sustentáveis", pontua.

Já a professora do MBA em gestão do meio ambiente e sustentabilidade da FVG/IBS, Susana Feichas, afirma que a maioria das empresas já substitui processos e materiais por outros que tenham menos impacto e têm projetos para implantar a logística reversa. Mas os governos ainda não começaram a fazer a sua parte. "Eles terão que fazer o dever de casa para atender à legislação", diz.

Entre as tarefas desse "dever de casa" está a substituição dos lixões por aterros e a gestão e coleta mais eficiente, com implantação, por exemplo, da coleta seletiva, que hoje é muito incipiente no país.

Economia verde.Preservar o meio ambiente e investir em sustentabilidade já faz parte do cotidiano de várias empresas no Estado e é uma das premissas básicas da Bacia Viva Indústria, Comércio e Gestão Ambiental, uma pequena fábrica de pisos e pavimentos localizada em São Sebastião das Águas Claras, distrito de Nova Lima (MG).

O empreendimento possui uma patente de tecnologia inovadora no mercado, que transforma rejeitos sedimentados da extração mineral em matéria-prima para a construção civil. O produto, que é vendido para projetos comunitários, comerciais e residenciais, recebeu o nome de "Pavieco" e leva o formato de um peixe pacu. "A ideia é devolver os rios aos peixes", afirma o empresário Flávio Mourão Passos.

O desassoreamento e a revitalização do córrego Alegria, além de outras barragens, cursos d'água e lagoas, é o que move o trabalho da Bacia Viva há mais de sete anos. A empresa é vencedora do último Prêmio Práticas Sustentáveis do Sebrae- MG, realizado em 2011. "Estamos aqui para ganhar dinheiro, mas somos uma empresa do terceiro milênio, que faz tudo pela sustentabilidade", afirma Passos.

Fonte: Jornal O Tempo

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