Riqueza natural

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riqueza naturalArtesãos de Presidente Kubitscheck, município de Diamantina, são capacitados e tornam o capim dourado um produto rentável e sofisticado

Ainda era madrugada quando um caminhão chegou a Raiz, comunidade rural de 50 habitantes localizada no município de Presidente Kubitscheck, a 40 km da cidade histórica de Diamantina. Logo que estacionou, começou a ser carregado com peças de decoração e bijuterias feitas de capim dourado, espécie de sempre-viva, da família Eriocaulaceae. A partir dali, ele percorreria cerca de 300 km até chegar ao Expominas, em Belo Horizonte, onde os adornos seriam expostos na Feira Nacional do Artesanato, realizada entre os dias 3 e 8 de dezembro de 2013.

Dentro do ônibus que seguia de Diamantina para o evento, iam os artesãos responsáveis pela confecção das peças, entre eles, Sirley Ferreira Alves, que tinha apenas um desejo: voltar com todas as caixas vazias. Isso não só aconteceu, como faltaram produtos e sobraram compradores. “Restou apenas uma peça porque ela estragou durante a viagem. Do contrário, não teria sobrado nada”, conta a artesã, orgulhosa.

O grupo, formado por 22 artesãos de Raiz, surgiu em 2007, por meio da iniciativa de Sirley Alves, que trabalhava na colheita da sempre-viva, espécie nativa da região. Quando a atividade foi proibida pelos órgãos ambientais, ela precisou buscar uma alternativa para garantir o sustento de sua família. Por meio de um curso de capacitação, descobriu as famosas peças de capim dourado produzidas no estado de Tocantins. Ao observar que, na região onde morava, também existia a matéria-prima, a artesã passou a confeccionar pequenas peças, como brincos e anéis. A atividade chamou a atenção de outros moradores da comunidade, que logo começaram a fazer objetos decorativos, como vasos e luminárias, tornando o artesanato sua principal fonte de renda.

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