No conforto do lar

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no conforto do larCuidados no momento de estruturar o home office e na rotina são ingredientes para o sucesso desse novo modelo de trabalho

Um novo formato de trabalho vem ganhando cada vez mais simpatizantes no Brasil. Trata-se do home office, que, em uma tradução livre, significa trabalhar em casa. Esse modelo de atuação não é uma ideia nova. Já nos burgos da Idade Média, os estabelecimentos ficavam no térreo ou nos fundos da residência. A fórmula funcionou muito bem até o século XIX, quando a Revolução Industrial levou os trabalhadores para as fábricas. Com a posterior aglomeração das cidades, o contexto mudou novamente e, hoje, o home office é realidade para 58 milhões de pessoas, segundo dados do International Data Corporation (IDC), empresa americana especializada em pesquisas de mercado. De acordo com previsões de especialistas, cerca de 30% da população mundial trabalhará, pelo menos uma vez por semana, de casa ou de outro local fora da empresa em 2015.

O modelo de trabalho remoto chegou ao Brasil na bagagem das multinacionais e embalado como benefício no pacote de horários flexíveis. Na atualidade, é visto como uma solução adotada por 31,2% das empresas nacionais. Dados do Censo 2010 mostram que cerca de 20 milhões de brasileiros trabalham e moram no mesmo endereço. A proporção é de quase um quarto da mão de obra ocupada do país, incluindo trabalhadores que executam suas atividades no local de moradia. Dos 3,5 milhões de Microempreendedores Individuais (MEI), 48,6% atuam na própria residência de acordo com o Sebrae Nacional.

Flexibilidade, tempo para a família e os amigos, conforto do lar e autonomia são os principais motivos que levam, cada vez mais, os profissionais a esse modelo de trabalho. É o que explica a psicoterapeuta e consultora de empresas Andréa Aguiar. “As pessoas têm buscado qualidade de vida e satisfação pessoal, daí o resgate mais frequente de valores diferenciados. Elas não estão mais dispostas a ter horários fixos e a ficar submissas a uma estrutura hierárquica enrijecida que a empresa delimita.”

A possibilidade de aumento da produtividade é outro fator determinante para o fortalecimento do home office. “Trabalhando de casa, o profissional, quando organizado, produz muito mais em menor tempo. Isso acontece, pois as reuniões, o deslocamento de um local para o outro e as distrações do ambiente da empresa são, se não ausentes, muito raros”, acrescenta a psicoterapeuta.

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