Negócio em evolução

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negocio em evoluçãoEmpreendedores individuais mineiros mostram perspectivas e desafios de se tornar um microempresário

A relações públicas Liliane Marques tem apostado todas as fichas em seu novo negócio. Afastada de Santa Luzia por muitos anos, ela voltou a morar em sua cidade natal no ano passado e logo percebeu a mudança e o desenvolvimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Foi aí que pôs em prática uma ideia antiga: criar uma revista voltada para o comércio do Vetor Norte da capital mineira, que corresponde às cidades de Confins, Jaboticatubas, Lagoa Santa, Pedro Leopoldo, Santa Luzia, São José da Lapa, Ribeirão das Neves e Vespasiano.

A Mercado, de circulação bimestral, por enquanto, só é encontrada em Santa Luzia, mas caminha para sua terceira edição e tem tiragem de 5.000 exemplares. “Pretendo ampliar o negócio aos poucos. Já fiz uma pesquisa de mercado, apliquei questionários, e o número de anunciantes tem aumentado”, anima-se. Por ora, Liliane Marques só tem um funcionário contratado e um faturamento que ultrapassa os R$ 50 mil anuais, mas pretende criar uma redação profissional já no ano que vem para dar conta da demanda crescente. “Há quase um ano fiz cursos de capacitação no Sebrae Minas para tirar a empresa do rascunho e entender como é o funcionamento real de um negócio”, diz.

Crescimento parecido é o da cabeleireira Lúcia Santos, que montou seu salão, há 10 anos, na cidade de Barbacena, no Campo das Vertentes. Para o empreendimento, economizou, frequentou cursos e participou de feiras de pequenos comerciantes na região. Esses investimentos resultaram no faturamento anual médio de R$ 50 mil. Com o aumento do número de clientes – uma média de 10 por dia –, ela percebeu que o espaço era pequeno e planeja abrir uma filial em outro bairro da cidade.

Paralelamente às atividades corriqueiras do salão de beleza, Lúcia Santos viu nos cabelos cortados uma outra fonte promissora. “Faço perucas, e o mercado local tem muita demanda para pouca oferta. Quero importar cabelos da China e Índia para aumentar minha produção e meu orçamento. Todo investimento tem um risco, mas pretendo seguir com meus sonhos”, revela.

 

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