Inadimplência de micro e pequenas cai 1% em janeiro

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De acordo Serasa Experian, isto se deve ao fato de a maior parte de seus negócios estarem em segmentos nos quais a demanda do consumidor se mantém relativamente alta

Em janeiro de 2011, a inadimplência das empresas apresentou recuo de 0,8%, na comparação com dezembro de 2010, conforme revela o Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas. Desde 2006, o primeiro mês do ano não registrava queda na comparação com o último mês do ano anterior. O levantamento também apresentou recuo na variação anual. Em janeiro de 2011, a inadimplência das pessoas jurídicas decresceu 2,1% ante janeiro de 2010.

Na variação mensal, as micro e pequenas empresas foram as únicas que apresentaram queda na inadimplência (1,0%). De acordo com os economistas da Serasa Experian, isto se deve ao fato de a maior parte de seus negócios estarem em serviços e comércio, segmentos característicos de transações de menor valor agregado, em que a demanda do consumidor ainda se mantém relativamente alta.

Quanto à inadimplência das médias empresas, houve um avanço de 2,0% em janeiro de 2011 sobre dezembro último. As grandes empresas, por sua vez, registraram aumento na inadimplência de 5,1% no primeiro mês do ano, na comparação com dezembro de 2010. Já na variação anual, todos os portes apresentaram queda. As micro e pequenas tiveram recuo de 1,5%, as médias de 7,5%, e as grandes de 12,6%.

Estímulo econômico

Para os economistas da Serasa Experian, a queda na inadimplência das empresas, em janeiro de 2011, deve-se ao forte crescimento da economia no ano passado, que gerou maior consumo e, consequentemente, aumento da produção. Nessa direção, estiveram as políticas de estímulo econômico para combater os impactos da crise global. Outro ponto a se destacar é que a expansão na oferta de crédito para os negócios, também com o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimeto Econômico e Social (BNDES) e dos bancos públicos, deu suporte ao capital de giro e aos investimentos. Além disso, a recuperação gradual das principais economias já dá algum fôlego às empresas exportadoras.

A perspectiva é de que a atividade das empresas acompanhe a desaceleração da economia, em decorrência da política monetária restritiva, para controle da inflação. Os juros mais elevados encarecerão os custos dos negócios.

Decomposição

Na decomposição do indicador, considerando-se a variação de janeiro 2011 frente a dezembro 2010, nota-se que, nesse período, os cheques devolvidos por falta de fundos recuaram 11,8%, dando uma contribuição de 4,1% para a queda do indicador. No mesmo sentido, os bancos registraram um decréscimo de 3,8% na inadimplência mensal, resultando em uma contribuição para a queda do indicador de 1%. Do lado oposto, estiveram os protestos, com aumento de 10,8% na variação mensal, dando uma contribuição positiva de 4,3%.

Fonte: www.serasaexperian.com.br

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