Empresários comemoram queda de 42% nas despesas

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Seis meses após o fim da exclusividade das bandeiras nas máquinas de cartão de crédito e de débito, os lojistas registram redução significativa nos custos e sinalizam repassar o benefício para os consumidores. Segundo levantamento realizado pelo Departamento de Economia da Federação do Comércio do Estado de Minas Gerais (Fecomércio Minas), 75,5% dos entrevistados observaram uma redução média de 42% nas despesas com a utilização dos equipamentos.

Com a adoção do novo modelo, os comerciantes passaram a trabalhar com diferentes bandeiras, pagando o aluguel de apenas um terminal. Além disso, a concorrência acirrada entre as operadoras fez com que houvesse redução no valor cobrado nas taxas de aluguel.

Segundo 78% dos comerciantes, foi possível reduzir os custos e renegociar novos valores junto às administradoras. Nas tarifas para cartão de crédito, a diminuição foi percebida por 76,9%, com um desconto de 29% nas taxas. Para o serviço de débito, a redução atingiu 74,5% das empresas, com queda de 34% no valor.

Após as renegociações, os principais benefícios verificados pelos empresários, ainda segundo a pesquisa da entidade, foram a menor taxa de aluguel, para 58,7% dos entrevistados, e melhores condições de pagamento para a loja, para 21,7%.

A coordenadora do Departamento de Economia da Fecomércio Minas, Silvânia de Araújo, afirmou que o momento é bom para os lojistas e que a possibilidade de repassar a baixa nos custos para o consumidor pode compensar o momento de instabilidade pelo qual o setor deve passar em 2011.

"Haverá um período de mais austeridade e de um consumo mais contido, em que os empresários deverão investir em promoções e em outras estratégias para atrair os clientes. Já existe no consumidor a propensão à utilização de cartões em suas compras e as taxas menores e financiamentos mais atraentes podem ajudar o comércio", explicou Silvânia de Araújo.

Além disso, conforme a economista, o empresário também deve usar esse momento para desenvolver outras vantagens competitivas. "O lojista pode aproveitar para investir no seu mix de produtos, treinar seus funcionários e rever a relação com os fornecedores, disse ela.

A pesquisa também apurou os dados relativos à utilização dos cartões de crédito e débito nas vendas de Natal. Segundo os entrevistados, 79,4% dos clientes utilizaram cartão de crédito, enquanto o cartão de débito ou dinheiro foram usados por 20,3% dos consumidores.

O principal motivo apontado pelos entrevistados para a escolha da operadora na data comemorativa foi o valor cobrado pelas máquinas, segundo 36,4% dos entrevistados, seguido pelas taxas cobradas nas operações com cartão de débito, para 23,6%, e pelas operações com cartões de crédito, de acordo com 20%.

Fonte: Diário do Comércio

Outras informações: www.sebraemg.com.br

  • mario andrade

    Como já disse outra vez, precisava do governo baixar uma lei ou programa de incentivo que reduzisse o preço cobrado pelo aluguel do POS para ME e MEI.
    É muito caro pagar R$80,00 de aluguel para um comerciante que vende menos de R$3.000,00 por mês.
    O Sebrae poderia entrar nessa “briga” e propor a CIELO e a REDECARD a redução do aluguel.