Empreendedorismo em quadrinho

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Em sua oitava edição, FIQ diversifica programação com Rodada de Negócios entre quadrinistas e editoras

O Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ), que acontece em novembro, em Belo Horizonte, chega à sua oitava edição com as tradicionais exposições de trabalhos nacionais e internacionais, uma homenagem a Laerte, um dos principais cartunistas do país (confira na página 61), e uma novidade: a primeira Rodada de Negócios de Quadrinhos do Brasil, que servirá para intermediar o contato entre as editoras e os quadrinistas interessados em potencializar o seu trabalho.

A parceria, feita entre a Fundação Municipal de Cultura, que promove o FIQ, e o Sebrae Minas, foi selada para profissionalizar o contato informal que já existia entre os artistas, as agências e a editora em festivais passados. Agora, os interessados podem se inscrever no site do evento ) e se cadastrar para o contato com até quatro editoras participantes. “Nas últimas edições, percebemos que desenhistas levavam seus portfólios para avaliação e decidimos organizar a Rodada de Negócios para outros campos dos quadrinhos, como roteiro e trabalhos autorais já prontos”, aponta o coordenador do FIQ, Afonso Andrade.

Uma pesquisa prévia do trabalho dos inscritos e da demanda das agências e editoras também possibilitará que os encontros sejam mais eficientes. “O Sebrae Minas entra com a parte mais operacional da Rodada, para dar mais credibilidade e criar um ambiente propício aos negócios. Ao aproximar a oferta da demanda, queremos unir o que as editoras procuram com o traço, o estilo e o perfil dos quadrinistas. Entendemos que esses encontros entre editoras e quadrinistas serão como miniconsultorias, com geração de conhecimento e aprendizado”, afirma a analista do Sebrae Minas, Raquel Vilarino.

Frequentador assíduo das edições passadas e convidado deste ano, o quadrinista Eduardo Pansica diz que o festival, cada vez mais, chama a atenção dos admiradores de quadrinhos e desenhos e, principalmente, abre as portas do mercado para aqueles que atuam na área. “Foi por meio do FIQ que, em 2007, entrei para a agência norte-americana Art Comics, uma das principais do setor. Com a padronização ofertada pela Rodada de Negócios, será muito mais fácil poder mostrar e divulgar o trabalho para empresas e expandir o negócio”, completa.

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