Empreendedoras mineiras que você precisa conhecer

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empreendedoras mineiras

O empreendedorismo feminino cresceu sistematicamente nos últimos anos, graças à determinação das mulheres empreendedoras que resolvem seguir esse caminho. Nesse contexto, Minas Gerais não fica de fora. São muitas as empreendedoras mineiras de destaque no cenário nacional.

Segundo levantamento mundial de 2017 da Global Entrepreneurship Monitor e do Sebrae, mais de metade dos novos empreendimentos abertos no Brasil em 2016 foram fundados por mulheres. Porquanto, esse é um dado importante, pois, como se sabe, para empreender são necessárias: visão de negócios; criatividade; pesquisa e, sobretudo, disciplina.

Entretanto, quando se é mulher, o desafio é ainda maior.

Isso porque, frequentemente, as empreendedoras precisam lutar para conquistar espaço em mercados ainda predominantemente masculinos. Além disso, elas conciliam a vida profissional com a pessoal; o gerenciamento empresarial com o doméstico.

E é exatamente sobre isso que se trata este post. Em outras palavras, falaremos sobre empreendedoras mineiras, que a despeito das dificuldades, criaram negócios. E, consequentemente, transformaram suas habilidades e contextos em oportunidades para prosperar.

Empreendedoras em Minas Gerais

De acordo com um estudo feito pelo Sebrae Minas e publicado em 2017, as mulheres empreendedoras já representam a maioria, quando se fala de empresas com até quatro anos de vida. Por isso, trouxemos as histórias de algumas mulheres empreendedoras mineiras para inspirar você, que pensa em abrir seu próprio negócio.

Rosana Marques

Rosana é a fundadora da Ouseuse, uma confecção de moda íntima de Juruaia, no Sul de Minas Gerais. Abriu seu negócio em 1994. Naquela época, decidiu sair da informalidade. Portanto, hoje, contribui para a geração de cerca de 200 postos de trabalho, diretos e indiretos.

Acima de tudo, a empresa foi a responsável pelo desenvolvimento da região. E também contribuiu para que outros empreendedores se juntassem a ela. Para isso, passaram pelo curso Qualidade Total e pelo Empretec, realizados pelo Sebrae.

Eles se uniram para a criação de uma associação comercial. Por isso, também formaram um polo de fabricação de lingeries e moda de praia. Hoje, o polo movimento o Sul do Estado.

O bom trabalho da empresária fez dela a única brasileira entre as 10 finalistas do Prêmio Empretec Women in Business Awards 2018. Ele é conferido pela Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento do Comércio (Unctad).

Mulheres de Taiobeiras

Igualmente, também merece destaque o trabalho das mulheres que Taiobeiras que, a exemplo de Juruaia, estão fortalecendo a economia do município por meio da produção de lingerie e moda praia.

Taiobeiras está localizado a cerca de 700 quilômetros de Belo Horizonte, no Norte de Minas, próximo à Salinas. Eventualmente, o município conta com mais de 120 pequenas fábricas ligadas ao setor, todas elas conduzidas por mulheres.

Logo, estima-se que gerem cerca de 400 empregos diretos, em sua maioria de costureiras, além de gerar renda para tantas outras mulheres que trabalham como faccionistas, em suas próprias casas, produzindo peças para as fábricas e lojas instaladas na cidade.

Taiobeiras conta, desde 2015, com a Amip – Associação de Moda Íntima e Praia de Taiobeiras, a qual vem trabalhando o fortalecimento do município. Isto é feito por meio do fomento à cultura do associativismo, da força da coletividade e da cooperação.

Por isso, a crescente produção de lingerie e moda praia em Taiobeiras tem sido motivo de orgulho para seus munícipes e fortalecimento da economia local, levando o município a lançar oficialmente, em 2018, a marca de Taiobeiras como polo de fabricação de lingerie.

Lua Matos

Outro exemplo entre as mulheres empreendedoras que se consolida no mercado mineiro é o da estilista Lua Matos, proprietária de dois ateliês para venda e aluguel de vestidos de noiva e festa, sendo um em Uberlândia e outro em Patos de Minas.

Segundo ela, sempre teve o sonho de empreender nesse segmento. Para isso, desde que se formou, passou por grandes ateliês de Uberlândia. Isso contribuiu para ela ganhar experiência, até decidir investir no próprio negócio.

A primeira loja foi aberta em Patos de Minas. O negócio deu certo e, pouco tempo depois, veio a loja de Uberlândia. A estilista é responsável pela criação das peças e, atualmente, emprega nove funcionárias, entre costureiras, bordadeiras e vendedoras.

A marca Lua Matos já ultrapassa os limites do Triângulo Mineiro. Por isso, já atende clientes em Belo Horizonte, Brasília, São Paulo e algumas cidades de Goiás.

Izabela e Lorena

A Fofurices de Papel é uma loja de artesanato fundada em 2013, em Uberlândia, a partir do sonho que as irmãs Izabela e Lorena tinham de se tornarem mulheres empreendedoras.

Ambas muito talentosas em trabalhos manuais, começaram a inventar peças de papel para decorar as festas de aniversário da família e de amigos. Com o sucesso e o aumento dos pedidos, elas viram no artesanato uma possibilidade de empreender.

Nascia a marca Fofurices de Papel, especializada em convites, agendas, lembranças para festa infantil, álbuns e cartões. Atualmente, a empresa busca se especializar no segmento de festas infantis, tendo como principais canais de vendas as redes sociais.

Maria José de Lima Freitas

Aos 44 anos, Maria José de Lima Freitas, a Mazé, é mais uma das mulheres empreendedoras que mudou sua história. Perdeu o emprego de faxineira em um banco e ficou mais de um ano em busca de trabalho. Como não conseguiu nada, resolveu vender doces. Fez um de amendoim, colocou para vender e ganhou R$ 20.

Ali começava a Mazé Doces. O início foi difícil. Mas, nas palavras dela, "tinha dívidas para pagar, dois filhos para sustentar e um sonho para realizar".

Depois de muitas dificuldades, como passar quatro anos endividada, a empreendedora conseguiu colocar as contas em dia. Depois, participou do programa de capacitação do Sebrae, o Empretec.

Mazé oficializou a empresa em 2005, com a ajuda do marido e dos filhos. E construiu a primeira fábrica no ano seguinte. O processo artesanal e o carinho dedicado à produção trouxeram resultados.

Os clientes começaram a surgir e, em 2007, Mazé investiu na primeira loja. O sucesso foi tanto que virou ponto turístico de Carmópolis.

A fama dos doces e das frutas cristalizadas ultrapassou as fronteiras da pequena cidade. E, hoje, a Mazé Doces está presente em quase 70 pontos de venda no Brasil.

Sua fábrica emprega 25 funcionários e produz toneladas de doces, faturando R$ 1 milhão por ano.

Vanessa Vilela

Vanessa é uma mineira de Três Pontas, formada em Farmácia e Bioquímica. Depois de anos trabalhando na indústria farmacêutica, ela, que sempre sonhou em ter uma marca própria de cosméticos, resolveu começar a pesquisar como poderia empreender.

Nascida em uma família envolvida com o agronegócio, em uma região cuja principal atividade econômica é a produção de café, ela decidiu estudar a possibilidade de basear o empreendimento por lá.

Por isso, fez uma parceria com pesquisadores da Universidade Federal de Lavras. Com isso, ela descobriu que a composição química do café, em sua forma verde, antes da torra, é extremamente rica e benéfica para pele humana, por suas propriedades antioxidantes.

Nascia a empresa de cosmétios Kapeh, palavra que no dialeto maia significa "café". Passou a desenvolver os produtos, começando com sete; hoje, a marca já conta com mais de 130, disponíveis em mais de 200 pontos de venda multimarcas, e-commerce e lojas exclusivas.

O reconhecimento pelo trabalho inovador dessa representante do empreendedorismo feminino mineiro veio em 2010, quando foi eleita uma das 10 melhores empreendedoras do mundo pelo prêmio Empretec Women in Business, da ONU.

Atualmente, Vanessa planeja investir no modelo de franquias para a marca, com a intenção de abrir a primeira unidade ainda em 2019.

 

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Mulheres empreendedoras- anuário 2014 -2015