Em um único lugar

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Em um único lugarComerciantes de Ubá querem transformar um aglomerado de lojas num espaço organizado e aprazível para os clientes, ao estilo de um shopping center

Quando se fala em Ubá, município localizado na Zona da Mata mineira, logo se remete ao nacionalmente conhecido polo moveleiro. Apesar da notoriedade do setor, ali está presente um comércio variado em outras áreas, o que pode ser comprovado pelo aglomerado de lojas que compõem a Rua São José, no coração da cidade. Milhares de pessoas, pertencentes a todas as classes sociais, percorrem seus três quarteirões preenchidos por bancos, farmácias, lojas de roupas, calçados e eletrodomésticos, restaurantes, empresas de crédito, óticas, entre outros comércios, num total de 165 estabelecimentos e quase 500 empregos diretos.

No entanto, tamanha diversidade causou, ao longo dos anos, sérios problemas para os empresários e consumidores, desde os de infraestrutura até os visuais, como o excesso de placas e letreiros, cartazes em muros e sujeira espalhada pelas ruas. Além disso, a analista do Sebrae Minas, Eliane Rosignoli de Oliveira, aponta: “Atualmente, têm surgido modelos de autosserviço e ocorrido a proliferação de franquias, o fortalecimento de grandes varejistas e a expansão do comércio eletrônico, bem como a possibilidade da construção de um shopping center no município de Ubá, o que pode provocar o enfraquecimento do comércio local”. A gerente executiva da Agência de Desenvolvimento de Ubá e Região (Adubar), Patrícia Costa Faraj, acrescenta: “Não podemos deixar que o comércio de rua de nossa cidade fique enfraquecido. Precisamos encontrar soluções para fortalecê-lo, direcionando os recursos para a economia local”.

Em busca de uma solução para esse quadro, comerciantes locais, impulsionados por uma rede de parceiros formada por Sebrae Minas, Adubar, Prefeitura Municipal, Associação Comercial de Ubá (Aciubá) e Polícia Militar, se uniram para a promoção de ações em benefício da Rua São José, o que acarretou a elaboração de diagnóstico, em 2012, sobre as potencialidades para a realização do projeto Shopping a Céu Aberto. O estudo, que contou com a entrevista de 72 comerciantes, apontou - mediante a pergunta “Em sua opinião, quais os problemas desta área de Ubá que afetam o seu negócio?” - os seguintes números: 59% - a falta de policiamento; 38% - a má condição das calçadas; 27% - o estado do calçadão, a pintura dos prédios e a poluição visual; 18% - uma iluminação pública deficiente; e 13% - o esquema de coleta de lixo. Uma vez detectados os problemas e comprovada a viabilidade do projeto, a iniciativa foi ganhando contornos para a implantação, em 2013, com o objetivo de aumentar a competitividade das empresas participantes e capacitar os empresários para liderar as melhorias que serão proporcionadas nos espaços comerciais, atraindo novos consumidores.

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