Do Oiapoque ao Chuí

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cachaçaAssociação dos Produtores Artesanais da Cachaça de Salinas aposta em programa de revenda autorizada para comercializar a bebida local em todo o mercado nacional

Se o Brasil é o país do futebol, do carnaval e da caipirinha, não é à toa que Salinas, no Norte de Minas, tem o título de Capital Mundial da Cachaça. O município fará jus a essa homenagem a partir de dezembro, ao comercializar a bebida em todas as capitais brasileiras e nas cidades com mais de 300 mil habitantes, dando a oportunidade para os degustadores de uma boa cachaça apreciarem o aguardente de cana-de-açúcar do Oiapoque ao Chuí. Para isso, a Associação dos Produtores Artesanais da Cachaça de Salinas (Apacs) aposta no Programa de Revenda Autorizada, lançado oficialmente durante o 12º Festival Mundial da Cachaça, em julho deste ano, e desenvolvido, em parceria com o Sebrae Minas, junto aos fabricantes locais associados à entidade.

“Quando assumimos a Apacs, em 2009, um dos principais gargalos era encontrar uma colocação no mercado para as marcas de cachaça dos pequenos produtores, pelo fato de não haver recurso disponível para ampliar a cobertura no mercado, com uma estratégia de marketing. Diante desse cenário, resolvemos implantar o Programa de Revenda Autorizada, em nível nacional, para as marcas dos nossos associados”, explica Nivaldo Gonçalves das Neves, presidente da Apacs e produtor da Cachaça Fascinação há 10 anos.
A iniciativa com o Sebrae Minas é pioneira, e a expectativa é ter, em dois anos, entre 80 e 100 revendas, além das capitais e regiões metropolitanas, nas cidades com população menor, mas onde o fluxo de turistas é grande como, por exemplo, na região de Porto Seguro (BA). Dessa forma, será possível viabilizar a entrada das pequenas marcas no mercado de bebidas destiladas. “Esperamos multiplicar, várias vezes, as vendas de 90% dos pequenos produtores associados, alavancando o negócio deles com um reflexo muito forte em toda a cadeia produtiva da cachaça da Região de Salinas”, afirma Nivaldo Gonçalves.

Os consultores contratados pelo Sebrae Minas já identificaram 88 possíveis cidades com potencial para a implantação de uma revenda da Apacs. “Após a obtenção do selo de Indicação Geográfica de Procedência da Cachaça da Região de Salinas – concedido pelo Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI), em julho de 2012 –, houve uma necessidade, por parte dos produtores, de ampliar o mercado nacional da cachaça de Salinas. Futuramente, vamos trabalhar para levar a bebida para os Estados Unidos e a Europa”, completa Filomeno Bida de Oliveira Junior, analista do Sebrae Minas em Salinas.

Para se ter uma ideia da dimensão da iniciativa, basta fazer uma conta simples. Se, em dois anos, a Apacs tiver 100 revendas autorizadas com pedidos trimestrais, o produtor vai vender, no mínimo, quatro caixas de cachaças (com 12 garrafas cada) por ano. Isso equivale a 400 caixas da bebida, em média, por associado. “Serão mais de cinco mil garrafas só na rede de revendas autorizadas. Esse programa é extremamente importante e estratégico, e esperamos trazer uma rentabilidade grande para o setor”, ressalta o presidente da associação.

A Apacs possui 25 associados, dos quais 21 serão beneficiados, sendo que um deles é uma cooperativa que representa cerca de 100 pequenos produtores.

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