Case de Sustentabilidade: Vetor Multimáquinas

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Com respeito aos funcionários e ao meio ambiente, empresa gaúcha melhora resultados e estimula a economia regional  

Sobre a empresa

Ramo de atuação: comércio de peças e serviços em máquinas de terraplanagem e empilhadeiras
Localização: Venâncio Aires – RS
Tamanho: 600 m²
Colaboradores: 16
Como o Sebrae ajudou essa empresa: Cursos de Capacitação: Como Vender Mais e Melhor, Gestão da Qualidade e Planejamento Estratégico, Gestão de Contas a Receber e a Pagar, Curso de Gerenciamento de Finanças da Empresa
Site: www.vetormultimaquinas.com.br

Vetor Multimáquinas“Estamos perdendo qualidade de vida por causa do descaso com o meio ambiente. Temos esse espaço emprestado dos nossos netos. As gerações futuras estão nos confiando isso aqui. É princípio nosso, faz parte dos valores da empresa, cuidar bem dos recursos naturais.”

Para melhorar a gestão de seu negócio, o empresário Claudiomar da Silva participa dos cursos de capacitação do Sebrae, há 8 anos. Ele aplicou com sucesso os conhecimentos adquiridos na empresa da qual é sócio, a Vetor Multimáquinas, criada há 16 anos em Venâncio Aires (RS).

Além de garantir melhores resultados, os cursos estimulam a consciência ecológica. As práticas de sustentabilidade empregadas no dia a dia contribuíram para que a Vetor fosse reconhecida no mercado e se destacasse em meio à concorrência. O slogan “a empresa é de cada um de nós” comprova que a responsabilidade socioambiental está na agenda do empreendimento como princípio.

Devido as boas práticas em relação ao meio ambiente e ao bem-estar de seus colaboradores, a empresa do Claudiomar conquistou reconhecimento nacional ao ser agraciada com o Prêmio de Competitividade para Micro e Pequena Empresa – MPE Brasil, em 2009. Essa premiação é uma realização do Sebrae em parceria com o Movimento Brasil Competitivo (MBC) e Grupo Gerdau.

Compromisso ambiental

A Vetor Multimáquinas atua no comércio de peças e serviços em máquinas de terraplanagem e empilhadeiras. Os principais resíduos gerados pela atividade são: o óleo, a graxa e o plástico.

Com a orientação dos cursos do Sebrae, Claudiomar investiu R$ 12 mil no licenciamento ambiental. O óleo é recolhido por uma petroquímica, que o reaproveita em máquinas, barcos ou caldeiras. O lodo acumulado é levado, a cada 15 dias, por uma empresa terceirizada certificada ambientalmente e que lhe dá a destinação correta. As instalações físicas da empresa são lavadas semanalmente, e a água usada no processo é tratada em tanques próprios de decantação.

O óleo e a graxa sujam as roupas dos funcionários, mas todos chegam em casa impecáveis. A empresa lava as roupas deles. Além disso, os funcionários têm café-da-manhã, almoço e lanche. Esses e outros benefícios foram conquistas coletivas, sugeridas em reuniões e acatadas por Claudiomar. O empresário afirma que sua empresa não tem dono: é dos funcionários, dos fornecedores, do governo e da comunidade em geral.

Enquanto presidente da Câmara de Comércio, Indústria e Serviços de Venâncio Aires (Caciva),  Claudiomar quer estender benefícios conquistados, com o apoio do Sebrae, para todo o município.

Menos é mais

Ao longo dos cursos do Sebrae, o empresário percebeu que seus custos estavam altos. Tomou decisões controversas, inicialmente, mas que trouxeram resultados positivos para a empresa e o mercado local. O quadro de funcionários foi reduzido de 25 para 16 pessoas, em sete anos.

Claudiomar estimulou os que foram dispensados para que cada um tivesse seu próprio negócio, e muitos seguiram seu conselho. Hoje, seus ex-colaboradores são parceiros, fornecedores e prestadores de serviços da Vetor e outros clientes. A empresa conseguiu economizar e o lucro aumentou 80% no período.

“Não temos condições de atender a todo o mercado. Eles se desligaram da nossa empresa, mas hoje faturam até quatro vezes mais. Forneço orientação, peças e componentes. O ex-funcionário faz o serviço e cobra o preço dele. Ficou mais econômico até para o cliente”, informa o empresário.

Entre as dificuldades enfrentadas pelo empresário, a carga tributária é a principal. “Eu pago o valor equivalente a um carro zero, todos os meses, de impostos. Outro desafio é o licenciamento ambiental, que ainda é um processo caro e confuso para as pessoas”.

O empresário pretende facilitar esse processo para o arranjo produtivo local do qual faz parte, e que é apoiado pelo Sebrae, há 5 anos. Para ele, não basta sua empresa ter reconhecimento nacional: quer estender essas conquistas a todos os pequenos empresários do setor metal-mecânico de sua região.

Fonte: Vanessa Brito

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