Case de Sustentabilidade: Mecânica Chiquinho

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Captação da água da chuva e aproveitamento da luz solar transformam oficina em exemplo sustentável  

Sobre a empresa

Ramo de atuação: Reparação automotiva
Tempo de mercado: 19 anos
Localização: Itaquaquecetuba/SP
Colaboradores: 7
Como o Sebrae ajudou essa empresa: Na gestão da oficina, cursos de formação de preço e participando do programa Empretec.
Site: www.mecanicachiquinho.com.br

Foto de Francisco Severiano Alves"A melhor maneira de se trabalhar com práticas sustentáveis é o empresário ser o exemplo dessa cultura."

Ser referência para estudos acadêmicos de graduandos de administração de empresas, entre outros cursos universitários, não estava nos planos do mecânico Francisco Severiano Alves, quando fundou a Mecânica Chiquinho, em Itaquaquecetuba/SP, há quase 20 anos. Esse reconhecimento é motivo de orgulho e é fruto da eficiência com que ele administra a empresa, que se destaca também pela adoção de práticas sustentáveis.

Para Francisco, elas são uma tendência empresarial e contribuem para o processo de inovação e profissionalização de gestão do empreendimento, somado ao uso responsável dos recursos naturais. “Cria uma consciência de respeito ao meio ambiente e de valorização à vida junto aos colaboradores da empresa”, define o empresário. Ele reconhece que é preciso uma mudança cultural, que transforme o discurso em prática. Somente assim será possível ao empresário tomar medidas, que realmente fazem a diferença, ainda que exijam um investimento financeiro inicial.

A primeira idéia que Francisco teve quando, há dez anos, construiu a nova oficina foi utilizar telhas translúcidas para ter mais claridade na oficina e reduzir a conta de luz. A economia foi imediata. Os valores pagos, que antes giravam entre 180 e 220 reais mensais, hoje não passam de 120.

Outra ideia foi a captação de água da chuva, feita por meio de duas calhas no telhado que despejava numa caixa d’água de mil litros, que logo se mostrou pequena e foi substituída por uma cisterna. “Esse investimento foi um dos mais altos, mas, em menos de seis meses, a economia no uso da água tratada foi pago”, explica. Atualmente 90% do uso da água na oficina provem das chuvas, que são direcionados para a descarga do banheiro, limpezas de peças e limpeza da oficina. Antes de ir para a rede de esgoto, a água utilizada vaia para as caixas, que separam impurezas e resíduos de óleo. Todo óleo usado é encaminhado para reciclagem, assim como outros materiais, como papelão das embalagens e peças usadas, que são vendidas, gerando uma receita média de 300 reais por mês.

Essas adequações partiram da visão de Francisco e do aprendizado acumulado em cursos e capacitações, dos quais participou. Ele garante que, apesar de alguns desafios, como achar mão-de-obra especializada para fazer as adaptações necessárias na oficina e da conscientização de seus colaboradores, os resultados são mais do que satisfatórios.

“A melhor maneira de se trabalhar com práticas sustentáveis é o empresário ser o exemplo dessa cultura”, explica Francisco. Para ele, é conversando com os colaboradores sobre o tema, pesquisando e compartilhando informações e resultados, é que se chega aos benefícios. Seja reduzindo custos, ajudando a preservar o meio ambiente ou sendo reconhecido pelas faculdades paulistas, para o mecânico e empresário, a sustentabilidade é a estrada certa a seguir.

Fonte: Vanessa Brito

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