Case de Sustentabilidade: Gela Boca

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Produzir mais com menos é o lema da sorveteria Gela Boca de Maringá

Sobre a empresa

Ramo de atuação: Alimentação
Tempo de mercado: 12 anos
Tamanho: 1 fábrica e 25 lojas
Localização: Maringá/PR
Colaboradores: 30
Como o Sebrae ajudou essa empresa: cursos de gestão empresarial, participação do Programa Gestão da Qualidade
Site: www.gelaboca.com.br

Foto de Thiago Luiz Ramalho"Mudamos da cultura de 'isso não presta, vai fora' para uma cultura de reaproveitamento."

Quando assumiu a administração da empresa da família, há quatro anos, Thiago Luiz Ramalho procurou o Sebrae para aprimorar a gestão da sorveteria Gela Boca, de Maringá(PR). Entre as muitas ideias que teve, conversando e ouvindo os casos de outras empresas, o jovem empresário paranaense acabou descobrindo que pequenos ajustes não exigem muito investimento e podem colocar uma empresa no caminho da sustentabilidade.

Ao ingressar no Programa de Sebrae de Gestão da Qualidade, Thiago despertou para a questão do desperdício. Um problema que, além de ameaçar a sustentação de muitas empresas, é um vilão silencioso do ambiente, pois matéria-prima desperdiçada significa recursos naturais explorados sem necessidade. Em muitos casos, o simples monitoramento da produção é suficiente para apontar a solução do problema. Foi o que aconteceu na Gela Boca.

“Quando a gente começou o controle, foi um susto” conta Thiago. Em um dia de trabalho, o desperdício de embalagens de picolé era de 5%. Posto numa planilha de controle, esses 5% diários representavam a perda de R$ 15 mil anuais. Para encontrar a taxa de desperdício aceitável, a empresa usou como referência um dos seus funcionários mais experientes. “Começamos a trabalhar com metas de redução, treinamento de equipe, motivação e controle diário” explica. A meta estabelecida foi de 2% para toda a equipe, e quando o desperdício de embalagens  atingiu 3%, o controle  passou a ser semanal. Atualmente a empresa opera dentro da meta de 2% de desperdício.

Com treinamentos e motivação constante, Thiago acredita que a Gela Boca promoveu uma verdadeira mudança cultural nos funcionários. “Mudamos da cultura de 'isso não presta, vai fora' para uma cultura de reaproveitamento”, conta. Para motivar, a empresa organizou uma campanha interna convidando seus funcionários a trazer para a empresa roupas que não usavam mais, bem como cestas básicas. A cada cesta trazida por um funcionário, a empresa fornecia outra. As roupas e cestas foram doadas para um albergue, mostrando que aquilo que não tem mais utilidade em um lugar pode ser muito bem-vindo em outro.

De olho na energia

A conta de energia elétrica também entrou no monitoramento.  Em decorrência do crescimento do negócio a produção de sorvetes e picolés surgiu a necessidade de acrescentar um turno de trabalho, para operar 24h. O empresário percebeu que, se pudesse deixar de produzir nos horários de pico, quando a tarifa é seis vezes mais cara, economizaria bastante. A medida também foi simples: alterar o horário de produção. De agosto a abril, na alta temporada do negócio, a fábrica para das 19h às 22h.

Em agosto passado, a Gela Boca iniciou a construção de uma nova fábrica. A empresa vem estudando diversos modelos de equipamentos, a serem adquiridos, de acordo com a meta de crescimento anual e o menor consumo de água e energia. “Antigamente a gente comprava as máquinas a olho, hoje calculamos quanto temos de vendas, a meta de crescimento anual, quanto será o consumo de água, etc”, justifica o empresário.

Água, por sinal, é outro recurso que está na mira da Gela Boca, que possui um consumo diário intenso na produção, limpeza e refrigeração do maquinário. A empresa consome três mil metros cúbicos de água tratada por mês. “Nossa meta é reduzir o consumo de água tratada em 70% ”, adianta Thiago. Para isso, ele pretende construir uma cisterna para coletar água da chuva, que poderá ser empregada na refrigeração, limpeza de caminhões e pisos.

Fonte: Vanessa Brito

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