Case de Sustentabilidade: Bacia Viva Indústria, Comércio e Gestão Ambiental

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Bacia Viva, empresa de Nova Lima (MG), desenvolveu e patenteou tecnologia inovadora, que transforma resíduos da extração mineral em artefatos da construção civil

Sobre a empresa

Tempo de mercado: 7 anos
Ramo de atuação: produção de artefatos da construção civil com rejeitos sedimentados da extração mineral
Localização: Nova Lima (MG)
Tamanho: 7 mil m²
Colaboradores:  09
Como Sebrae apoiou:  Sebraetec
Prêmio: vencedora do Prêmio Práticas Sustentáveis do Sebrae Minas Gerais 2011

Um novo capítulo da história da mineração e solução para seu passivo ambiental? Esta é a proposta da Bacia Viva Indústria, Comércio e Gestão Ambiental, pequena fábrica de pisos e pavimentos localizada em Macacos, distrito de Nova Lima (MG). O empreendimento desenvolveu e possui patente de tecnologia, que transforma rejeitos sedimentados da extração mineral em matéria-prima de artefatos da construção civil.

Para o diretor e idealizador da Bacia Viva, Flávio Mourão Passos, a retirada e reaproveitamento dos rejeitos sedimentados em corpos d’água para fins industriais significam a revitalização de córregos e rios assoreados pelo rompimento de barragens da atividade mineradora, ocorridos no Quadrilátero Ferrífero, nas últimas décadas. Essa região central do estado mineiro possui uma das maiores jazidas de minério de ferro do mundo e concentra alta densidade de atividade mineradora.

Números
Clientela cresceu 150% em sete anos

Há cerca de 40 anos, o então jornalista Flávio Mourão Passos se propôs buscar solução para o problema. Movido pelo assoreamento do Córrego Alegria, em 1969, provocado pelo rompimento de barragem de rejeitos da mineração de ferro em Nova Lima, iniciou trajetória considerada quixotesca na época.  Depois do Alegria, ocorreram outros acidentes na mesma região, pelo mesmo motivo, nos anos de 1973, 1978, 1998 e 2001. O material que extinguia corpos d’água tinha de servir como matéria-prima para outro ciclo produtivo, pensava ele.

Ao longo de décadas de tentativas, erros, acertos e testes em laboratórios, bancados com recursos próprios, desenvolveu tecnologia inédita, que produz pisos e pavimentos intertravados, a partir do valioso resíduo. O produto recebeu o nome de Pavieco e possui as linhas retangular e na forma do peixe Pacu. “A ideia é devolver os rios aos peixes”, diz ele.

Há sete anos, a Bacia Viva virou negócio. “Até esse momento, éramos confundidos como ONG”, conta Flávio. “Estamos aqui para ganhar dinheiro, mas somos uma empresa do terceiro milênio, que faz tudo pela sustentabilidade”, afirma.

O Pavieco é vendido para projetos comunitários, comerciais e residenciais. A demanda é grande e a empresa não consegue atendê-la. “A mineração será o parceiro natural da Bacia Viva”, afirma Flávio. “Estamos mudando o paradigma da mineração. No futuro, esse setor não vai vender apenas minério. Também vai vender pisos, pavimentos, manilhas, vigas, etc ”, prevê.

“Estamos aqui para ganhar dinheiro, mas somos uma empresa do terceiro milênio, que faz tudo pela sustentabilidade”

No momento, a empresa está se preparando para novos vôos, com o apoio do Sebrae em Minas Gerais. “Estamos construindo protótipo de equipamento mais robusto para fabricar nossos produtos”, informa. A Bacia Viva vai criar museu com as técnicas utilizadas na revitalização do Córrego Alegria para que possam ser replicadas em outras regiões mineradoras.  Experiências com resíduos de plástico, borracha, entre outros, misturados ao rejeito mineral têm sido feitas. Os resultados são interessantes, de acordo com o empresário.

Fonte: Vanessa Brito

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