Café mineiro, negócio da semente à xícara

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Reza a lenda, que ao chegar à casa de um mineiro haverá: café fresquinho, quitutes e uma fornada de pão de queijo. Quem é mineiro sabe, essa é uma deliciosa verdade, especialmente no interior. Nas cidades menores a tradição do café mineiro é passada de geração em geração. O que se tornou um dos principais produtos do agronegócio de Minas Gerais.

A bebida que conquistou todo o Brasil e já superou nossas fronteiras. Em 2016, a produção estimada em Minas Gerais foi de 29 milhões de sacas. Destas, 28 milhões são de café de grãos Arábica e pouco mais de 300 mil de Robusta. As informações são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Mas sendo mineiro, é só olhar em volta, há café onde a vista alcança. Estes números refletem na exportação do café mineiro:

  • Em 2014, segundo a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), foram exportados, de janeiro a setembro, 14,4 milhões de sacas.
  • Este número representou quase 61% da produção mineira daquele ano, que teve 23,6 milhões de sacas.
  • Os últimos dados mostram que mais de 60 países ao redor de todo o mundo já consomem o café mineiro.

Quem tem em si uma boa parte de mineirice, e curiosidade pelas tradições da terrinha do pão de queijo, viu o café ganhar valor agregado com inovação, tecnológica e muita pesquisa, pelo menos, nos últimos 20 anos. Isso proporcionou o desenvolvimento territorial em todo o Estado. E também o crescimento e fortalecimento da cadeia produtiva cafeeira. Isso fez de Minas Gerais o representante mais exigente em qualidade, e nas questões ambientais e sociais.

Da semente à xícara, passando pelas plantações, cooperativas de beneficiamento, chegando às cidades, o café é carro-chefe de muitos negócios. A produção mineira atende todas as demandas internas e externas pelo fruto. Isso se deve ao cuidado com a garantia de produção sustentável do café em toda sua cadeia.

O resultado? O café mineiro se tornou um movimento grandioso. Ele reconecta os produtores ao sucesso financeiro. E também oferece reconhecimento às comunidades que estão ligadas à produção. Com isto houve desenvolvimento de grãos de alta qualidade, fazendo surgir os cafés “gourmet”. Eles estão bem representados no sul de Minas, que responde por 1/3 da produção nacional, segundo a Fundação Procafé.

Ficou com vontade de se tornar parte do rico ciclo cafeeiro de Minas? O produto é versátil e oferece diversas possibilidades de investimento. Há possibilidades para quem quer abrir um negócio na área rural e na cidade. E também para quem quer só aproveitar uma bebida saborosa. Confira algumas formas que são usadas para avaliar o café, o que interfere em sua valorização no mercado.

Dicas para avaliar um café

Robusta [Conilon] e Arábica

Essas são expressões que todo amante de café já ouviu por aí. São duas espécies diferentes da planta, que resultam em tamanho, formato de grão, aroma sabor e preço distintos. E, acredite, até na capacidade de te manter ativo.  O coffea arabica é uma espécie natural da Etiópia, uma das primeiras espécies a ser cultivada. Se a ideia é oferecer o melhor, busque por aquele “100% arábica” na embalagem.

Entenda o que é gourmet

Mesmo quando o assunto é Arábica, há detalhes a entender, seja para produzir ou para comercializar. Algumas variedades mais comuns do Arábica são: Bourbon, Catuaí, Acaiá e Mundo Novo.  Cada espécie tem diferentes portes da planta, frutos de tamanhos específicos, leveza, suavidade e acidez também características. Do ponto de vista da produção, têm adaptação distinta e também formas específicas de cuidado, tempo de florada e colheita.

Aprenda sobre percepções, sensações e propriedades sensoriais

Fragrância, aroma, acidez, amargor, sabor, corpo, adstringência e sabor residual são aspectos de análise do café a partir dos 5 sentidos. Tudo isso é utilizado para entender o café, sua origem, a forma de torração [clara, média ou escura, a altitude de cultivo da variedade, e várias outras questões.

Além dessas questões, o café não se limita à produção da bebida. Tudo dele é aproveitado. Em diversos segmentos do mercado usa-se a borra, para produção de drinks gelados e a casca na produção de artesanato.  Vai dizer que essa conversa não deu vontade de um bom café? Aproveite o seu na companhia dos materiais abaixo.

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