Bom pra cachorro

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bom pra cachorroEmpresária cria roupas pós-cirúrgicas para pets e potencializa seu negócio no Campo das Vertentes

Unir duas paixões: os cães e a costura. Assim começa a história da Pet Show, confecção para pets criada pela administradora de empresas Débora Lacerda. Moradora de Carmópolis de Minas, no Campo das Vertentes, ela aprendeu a costurar quando criança e, já adulta, trabalhou como costureira em casa por muitos anos. Nesse período, foi proprietária de duas confecções, uma de moda e outra de uniformes, que, por falta de conhecimento em administração, fecharam as portas.

Quando percebeu que a formação em gestão fazia falta, Débora Lacerda começou a investir em sua qualificação profissional: concluiu o segundo grau e ingressou na faculdade de Administração de Empresas. Mais segura, decidiu montar outro negócio em 2011. Apesar de não ter capital de giro, ela possuía equipamentos e habilidades em costura, o que a levou a se aventurar novamente pelo setor de confecções, no entanto, para um público-alvo diferente. Após detectar que o mercado de roupas para cães estava em franca expansão no Estado, criou a Pet Show, que, por questões de logística de venda e distribuição, comercializava as peças apenas na região.

Com o objetivo de expandir a sua atuação, em 2012, a empreendedora fez o curso Empretec no Sebrae Minas, em Lavras, e visitou, em 2013, na capital paulista, a PetShow, principal feira internacional de produtos para pets e que, coincidentemente, leva o mesmo nome de sua empresa. E foi aí que ela identificou uma oportunidade.

Débora Lacerda percebeu que os cães que haviam passado por alguma operação ou procedimento veterinário necessitavam usar uma roupa pós-cirúrgica para sua recuperação. Porém, a peça era aparentemente desconfortável e com acabamento sem qualidade. Após fazer alguns testes, usando o próprio cachorro como manequim, ela criou o modelo ideal, de tecido branco, para facilitar a lavagem na máquina, feito com 97% de algodão e 3% de elastano, composição que garante o conforto da peça, fechada por um zíper localizado no dorso do animal, simplificando o manuseio.

Com o novo produto, os clientes diretos mudaram, e a empresária passou a investir nas clínicas veterinárias. “Procurei a Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e deixei algumas amostras para os professores responsáveis. Quinze dias depois, eles me ligaram, elogiando a qualidade do produto e encomendando cinco peças e outro montante com tamanhos maiores (G, GG e EG). Mesmo com dificuldade de encontrar ‘manequins’, encarei o desafio”, conta Débora Lacerda. Seguindo os procedimentos da UFMG, ela venceu a licitação para fornecer as roupas pós-cirúrgicas para a Escola Veterinária e firmou um contrato até maio deste ano. Em janeiro, ela entregou a primeira remessa de 250 peças.

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