Artesanato como negócio

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A economia criativa está em crescimento. Isso faz com que o artesanato como seja uma ótima opção de negócio para empreendedores com talentos manuais. Diversos outros fatores também contribuem para o crescimento desse segmento.

A profissionalização do artesanato, a simplicidade e a beleza conquistam mercados nacionais e internacionais. A internet também ajudou a ampliar a divulgação dos produtos por meio de sites, redes sociais e e-commerce.

A informalidade ainda é um obstáculo a ser vencido. Mesmo sendo a fonte de renda principal para muitas pessoas, o artesanato ainda é atividade informal.

É o que mostra uma pesquisa divulgada pelo Clube do Artesanato, a primeira comunidade do setor no país.

Segundo o levantamento, que ouviu 3.649 pessoas, apenas 17,7% estão formalizadas como Microempreendedoras Individuais (MEI). 45,8% não têm interesse em se registrar. E 21,5% não saem da informalidade porque não têm incentivos.

Se você é um artesão e deseja transformar seu artesanato em negócio para viver dele, indicaremos o melhor caminho a ser seguido neste post!

Artesanato como negócio

O primeiro motivo para escolher investir no artesanato como negócio são os números que mostram o aquecimento do setor: ele movimenta mais de R$ 50 bilhões por ano.

Além disso, existem diversas outras vantagens para quem deseja transformar sua arte em negócio.

A principal delas é a realização que o empreendedor sente ao conseguir se sustentar por meio do seu talento. Acrescente a isso ter o prazer de trabalhar com sua arte e vê-la reconhecida pelo público.

O artesanato também se beneficia do comportamento intrínseco que as pessoas têm de presentear parentes e amigos. Ele é ainda mais estimulado pelo varejo, que promove o consumo em diversas datas comemorativas durante o ano.

Neste contexto, os produtos artesanais se tornam ideais para fortalecer o relacionamento com parentes e amigos. Isto porque representam um presente barato, personalizado e de bom gosto.

Outro aspecto importante é a flexibilidade que o artesanato proporciona aos empreendedores. Existem diversos modelos de negócio e canais de venda disponíveis.

O modelo de negócio escolhido deve considerar o produto trabalhado, bem como seu volume de produção e venda. Para não errar nesse quesito, é essencial realizar um planejamento estratégico do empreendimento. Isso pode ser feito, por meio de um plano de negócios, analisando a viabilidade econômica do projeto.

Como montar um negócio de artesanato

Os primeiros passos para o empreendedor desenvolver seu artesanato como negócio são simples. Mas demandam planejamento. Veja alguns pontos relevantes deste processo:

Definir o segmento de mercado

O primeiro passo é escolher os produtos que serão comercializados, caso você opte por montar uma loja de artesanato, por exemplo. Isso definirá o segmento de mercado em que o seu negócio atuará. E também será o ponto de partida para diversas outras ações. Tais como: definição do preço, as formas de distribuição e o local de venda.

A criação dos produtos deve abranger fatores como a necessidade do cliente e o seu desejo. E também o público que se quer atingir, os modelos que já fazem sucesso e as ações da concorrência.

Investir em capacitação para gestão do negócio

Muitos artesãos cometem o erro de pensar que, por serem habilidosos na confecção de seus produtos, não precisam se capacitar.

A verdade é que o empreendedor, para aumentar as suas chances de sucesso, deve se capacitar em todas as áreas que não domina.

Serão necessários conhecimentos de finanças, vendas e marketing, entre outros, para que a gestão do negócio ocorra de forma eficiente.

Precificar o trabalho

Uma das grandes dúvidas de quem tem o artesanato como negócio é como e quanto cobrar pelos produtos que produz.

A precificação de um trabalho manual envolve a valorização de duas variáveis utilizadas, que são a habilidade do artesão e o tempo gasto na confecção dos produtos.

Existem diversos modelos de precificação por hora de trabalho. É importante que o valor calculado cubra os custos de material e a mão de obra, cobrando um preço justo pelo seu trabalho, que possibilite o seu sustento e o reinvestimento no negócio.

Invista na internet

Mesmo que o empreendedor invista no artesanato como negócio por meio de um ponto de venda físico, que pode ser uma loja comercial ou uma barraca em feiras livres, não deve se esquecer da internet. Isto porque é preciso inovar.

O avanço da tecnologia e a mudança de hábitos do consumidor transformaram a internet em uma ferramenta essencial para os artesãos divulgarem seus negócios.

O empreendedor deve saber como usar as redes sociais para atingir o seu público-alvo e avaliar a possibilidade de investir em um e-commerce para vender seus produtos para outros estados e até países.

Negócios de artesanato em Minas 

Dentre as inúmeras iniciativas que visam investir no artesanato como negócio, o Estado de Minas Gerais se sobressai, graças à sua tradição artística vinculada aos recursos naturais regionais.

A produção de peças é muito diversificada, levando em consideração as vocações de diversos municípios do estado, na forma de trabalhos com madeira, argila, bordados, fibras naturais e sucata.

A qualidade do trabalho desperta a atenção do mercado e o governo estadual promove políticas de incentivo para garantir que o artesanato mineiro tenha lugar de destaque no cenário nacional.

Um exemplo é o Programa +Artesanato, que inclui políticas públicas voltadas para o setor com o objetivo de impulsionar o crescimento nos mercados interno e externo, além de divulgar a arte popular mineira.

Uma das ações que já saíram do papel para beneficiar os empreendedores mineiros que usam o artesanato como negócio foi o Portal do Artesanato, uma plataforma gerida pela Federação Mineira do Artesanato, onde os artesãos podem comercializar suas obras.

O artesanato se consolida como uma ótima oportunidade para empreendedores usarem seu talento e sua arte na criação de negócios sustentáveis.

O mercado nacional vive um ótimo momento, valorizando a economia criativa e demonstrando o interesse dos consumidores pelo trabalho artesanal.

Os empreendedores que investirem em planejamento e na capacitação poderão aproveitar as oportunidades desse setor que promete continuar em crescimento.

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