A hora e a vez do interior

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Com o consumo favorecido pelo bom momento da economia, empreendedores de pequenas cidades mineiras se consolidam, ampliam seus negócios e ganham qualidade de vida

A hora e a vez do interior Aos 22 anos de idade e com o diploma do ensino médio nas mãos, Paulo Sérgio de Oliveira percebeu que, para encontrar um emprego melhor, teria que deixar sua cidade, a pacata São João do Manteninha, localizada na divisa de Minas Gerais com o Espírito Santo. Se optasse por ficar, seu destino seria, certamente, um trabalho árduo e malremunerado na lavoura. No entanto, passados 20 anos desde a sua partida para São Paulo, onde trabalhou como administrador de um estacionamento, Paulo Oliveira regressou a sua terra decidido a melhorar de vida e a se tornar um empreendedor. A qualquer um que o questiona se está arrependido da troca, a resposta é enfática: “Se pudesse, teria voltado antes”.

Com uma produção mensal de mais de 1 milhão de peças de lingerie, São João do Manteninha se transformou, nos últimos anos, em um polo de moda íntima. Quando decidiu voltar, Paulo Oliveira já tinha a intenção de ingressar nesse mercado. “Mesmo sem qualquer experiência no ramo, fundei a Entre Laços, uma fábrica que produz lacinhos para lingeries. Comecei com três máquinas e hoje tenho 14, emprego 11 pessoas e ainda contratei cinco jovens aprendizes. E um detalhe: nenhum deles tem a intenção de deixar a cidade”, orgulha-se.

Mensalmente, a empresa produz até 60 mil lacinhos, que são comercializados em fábricas de lingerie da cidade, além do Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Seu faturamento mensal médio é de R$ 30 mil. “Por meio de consultorias realizadas junto ao Sebrae Minas, aprendi que responsabilidade, pontualidade e qualidade do serviço são os pilares de uma boa atuação”, pontua o empresário.

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