A força do empreendedor negro

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Estudo do Sebrae revela que o empreendedor negro ganha espaço e se destaca no mercado de micro e pequenas empresas

Professoras Neusa e Tatiane Barcelos, mãe e filha, do Nucleo Educacional Ser FelizHá, hoje, no Brasil, 22,8 milhões de pessoas que enveredaram pelo empreendedorismo. O vultoso número é capaz de surpreender ainda mais: levantamento realizado pelo Sebrae, com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), apontou que quase metade dos donos de pequenos negócios no Brasil são comandados por autodeclarados negros (aqui também incluídos os pardos). De 2001 a 2011, período de análise da pesquisa, a quantidade de empreendedores afrodescendentes cresceu 29%, contra apenas 1% daqueles que se declaram brancos. A participação deles é, portanto, de 49%, traduzida em mais de 11 milhões de empreendedores. “Houve um aumento no orgulho de pertencer à raça/cor negra. Mais pessoas passaram a se declarar pertencentes a esse grupo”, afirma o analista da Unidade de Gestão Estratégica (UGE) do Sebrae Nacional, Marco Aurélio Bedê.

Além do crescimento nos negócios, a pesquisa revela que os empreendedores afrodescendentes apresentaram um aumento de 41% na escolaridade, nos dez anos analisados: de 4,4 anos de estudo em 2001 para 6,2 anos em 2011. Ainda assim, o tempo de estudo é inferior ao dos empreendedores brancos, que está na casa dos 8,5 anos. Em relação ao rendimento médio dos negócios comandados por negros, verificou-se um crescimento de 70% em uma década, passando de R$ 612 para R$ 1.039 por mês. No grupo dos empresários da raça branca, a expansão foi de R$ 1.477 para R$ 2.019 mensais, o que equivale a um aumento de 40%. No entanto, o faturamento dos empreendedores negros é, ainda, quase a metade de um empresário branco.

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