A arte que transforma

0
300

arte que transformaExposição Mulher Brasileira mostra, na sede da ONU, a força mobilizadora de artesãs que, por meio do ofício, são referências em suas comunidades

“Eu sei que é um dom, mas não sei explicar como surgiu na minha vida. Acredito que nasci com ele e tudo favoreceu para que ele florescesse. Acho que é uma ação de Deus na vida da gente, através do Espírito Santo. Não tive oportunidades de estudo, mas herdei da minha família esse ofício e, com as necessidades da vida, esse dom se manifestou pela minha arte, que encanta as pessoas e motiva minhas colegas a preservar nossa tradição e a buscar o dom dentro delas também.” Com a humildade e o falar manso e simples, típicos do Vale do Jequitinhonha, Maria José Gomes da Silva, a Zezinha, vai escrever mais um importante capítulo da trajetória das artesãs do Coqueiro Campo, distrito de Minas Novas.

Zezinha está entre as selecionadas para participar da Exposição Mulher Brasileira, na sede das Organizações das Nações Unidas (ONU), em Nova York (Estados Unidos), em setembro. O objetivo da premiação é promover o reconhecimento internacional do artesanato brasileiro e desvendar a alma de mulheres que alcançaram, na produção artesanal, não somente uma forma de subsistência, mas uma motivação constante de transformação da realidade social.

De acordo com Simone Aguiar, analista do Sebrae Minas, as artesãs consideram a profissão mais do que um meio de sustento, mas uma grande paixão, capaz de abrir novos caminhos para a qualidade de vida e para o  desenvolvimento socioeconômico delas e de suas comunidades. “Com humildade, sensibilidade estética e consciência de que estão resgatando uma riqueza cultural, as artesãs são referências em seus grupos e responsáveis por motivar a união, o protagonismo social e a profissionalização de uma cadeia produtiva sustentável.”

Leia a matéria completa na Revista Passo a Passo